Colégio-Escola Arcoverde

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quinta-feira, 21 de junho de 2018

SEM COMPROMISSO COM A CONTINUIDADE

 "
- Seu senso de continuidade, de tempo, só o torna tímido - disse Don Juan. E continuou:

- Nesses termos, seu atos não podem ter o discernimento, o poder e a força compulsiva que tem os atos de um homem que sabe que está travando sua última batalha na terra. Em outras palavras, sua continuidade não o torna feliz nem poderoso, só o torna tímido.

- E é tão terrível assim ser um homem tímido?

- perguntei à Don Juan.

- Não. Não é se você é um imortal e vai viver para sempre, mas, se você vai morrer, não há tempo para timidez, simplesmente porque esta o leva a agarrar-se a alguma coisa que só existe em sua imaginação. 
" 

Carlos Castañeda, "Viagem a Ixtlan"

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

A vida by Café Impresso

Resultado de imagem para A Vida é sincronicidade, contingência e liberdade


A vida é marcada por histórias. 

Histórias que acabam e histórias que começam 

– até o fim da vida. 

E todas essas pequenas histórias 

– um dia que termina num poente magnífico, 

uma relação que começa, o almoço, o banho, 

a leitura de um livro, um trabalho 

de que somos subitamente demitidos, 

um amigo que morre, um filho que nasce 

– vão tecendo isso que é a história de uma vida. 

Dia a dia. 

Minuto a minuto até. 

E de tal modo que a totalidade dos fatos passados pesa sobre o fato seguinte, 

sem, no entanto, torná-lo necessário: 

há sempre a possibilidade da descontinuidade 

não como fim natural e previsível, 

mas como desvio imprevisto, 

seja por acidente, seja por um ato 

– pensado ou impensado – do sujeito. 

E, por outro lado, esse ato, como qualquer outro ato, 

pode ter um peso tal 

que espalhe sua influência até pelo passado, 

redimensionando o papel que a totalidade dos fatos 

até então tivera. 

Desse modo, cada ato é influenciado 

por todos os atos anteriores, 

mas também ao somar-se à totalidade, 

a modifica, 

às vezes radicalmente.


A vida está portanto aberta ao milagre e à transformação radical, 

aquela que afeta não só o futuro 

como o passado. 

Estranhamente – isto é, 

de um modo que mistura mistério e beleza – 

nossa liberdade repousa sobre nossa contingência, 

que por sua vez, resulta de nossa finitude. 


Porque somos finitos, somos contingentes 

e porque somos contingentes, somos livres. 


O que nos ocorreria se ainda fôssemos imortais, 

admitindo que a morte é consequência do pecado original? 


Supondo que teríamos a ciência infusa 

que atribuímos aos anjos, 

perceberíamos sem esforço 

a necessidade de todas as coisas 

e nossa liberdade consistiria então na simples adesão 

à verdade, 

sem angústia, sem orgulho 

ou humildade, 

mas com profundo encantamento, 

porque viveríamos numa condição 

em que a coincidência transcendental 

entre verdade, beleza e bondade 

seria uma trivialidade 

que nunca cessaria de nos maravilhar.


quarta-feira, 6 de julho de 2016

A questão Fundamental






Existem duas questões que qualquer humanidade tem de resolver.

A primeira é a do monoteísmo.

A existência de um único Deus (O Todo).

Na Terra no momento são cultuados mais de 30 mil deuses. 

Isso inevitavelmente gera uma situação de guerras: o nosso deus contra o deus deles. 

Por toda a história da humanidade nações em guerra pediram ao seu deus que vencessem a guerra. Inclusive com sacrifícios humanos durante a batalha. É típico do pensamento reptiliano essa forma de pensar: nós contra eles. 

E essa forma de pensar provou ser extremamente eficiente na história da Terra. 
Sempre que um grupo quis um território, fundar uma nação, um país ou estado, a estratégia foi dizimar, exterminar o grupo contrário ou quem já estava instalado no local. 
Até hoje isso funciona perfeitamente. 
Todo grupo ou líder que entendeu isso teve sucesso no planeta Terra. 
A estratégia é não ter nenhuma cooperação com o outro grupo. Simplesmente extermina-lo. 
Um genocídio propriamente dito. 
Isso faz com que todos fiquem com medo e elimina qualquer oposição. 
Quando não houver mais ninguém contra no lugar, a nação é organizada e reconhecida pelas demais. Sempre foi assim e continua sendo assim. 
Quem tem olhos veja! 
Esta é a realidade nua e crua. 
É simplesmente a lei do mais forte. 
A lei da selva. 
E não importa se o local está habitado a milênios por outro povo. 
Simplesmente extermina-se todos.

Portanto, o simples fato do monoteísmo não resolve esse problema. 
Porque acha-se que esse único deus só pode ser o nosso. 
O dos demais devem ser falsos e devem ser exterminados. 
Pura lógica. 
Até hoje Moloch é cultuado no planeta Terra. 
E milênios atrás Moloch era cultuado jogando-se os bebes numa fornalha. 
Um deus que se alimenta de bebes. E até hoje é cultuado.

A segunda questão, que é a questão fundamental, é se Deus é amor ou não. 

Este é o verdadeiro nó do problema. 

Deus tem ciúmes, é vingativo, tem raiva? Esses são atributos humanos. 

Se Deus é amor incondicional, Ele não pode ter emoções humanas, que dependem da bioquímica humana. Será que Deus depende de neurotransmissores igual aos humanos para ter um sentimento ou emoção?
Deus tem um corpo biológico? Ele é igual aos humanos? É exatamente isso que os sumérios acreditavam, mas achavam que os deuses eram imortais. E toda a civilização humana descende dos sumérios. Exatamente igual.



Se Deus não é amor então tudo é válido e exterminar os demais faz parte do negócio. Então tudo está justificado. Só que neste caso temos uma situação terrível. 


Um deus que pode ficar com raiva é um deus perigoso para os mortais. Esse deus pode se divertir com o sofrimento dos mortais. É uma consequência lógica. Então esse deus precisa ser aplacado com sacrifícios de todos os jeitos. Todos sabem que ter um chefe desequilibrado é um problema sério, imagine um deus.



Neste ponto é importante ler a Carta do Chefe Seattle. Quem é civilizado?




Se Deus é amor é impossível Ele prejudicar e torturar as suas criaturas. Emanadas por Ele de livre e espontânea vontade. Emanações que tem a Sua Centelha Divina. Doada por Ele para que sejam felizes como Ele é. 


Entendido isso é impossível agir como se tem agido por toda a história da Terra. Fazendo-se genocídio após genocídio. Exterminando simplesmente por que se quer fazer. 

Se Deus é amor tudo tem mudar. Em todos os sentidos e áreas. Na economia, sociologia, educação, etc. Em tudo é preciso que seja coerente com a crença em um Deus que é amor. 

Essa questão tem de ser equacionada por todos os habitantes da Terra. Ou é amor ou não é. E as implicações disso são tremendas.



Essa é a questão que o Mestre Jesus trouxe para a humanidade dois mil anos atrás. Ela ainda está para ser resolvida.